O Perdido e o Pintor

um desenho dividido em três partes, em cima há uma esfera de carne com um olho arregalado por trás de nuvens. na esquerda há uma cenário desértico com um homem com um vestido vermelho chorando, ele tem cabelo ruivo e pele branca, e seu rosto é invisível somente onde ele cobriria o céu, e o topo de sua cabeça, mesmo invisível, forma uma silhueta em frente ao sol. a figura na direita é um ser humanoide com muitas mãos escuras de número variado de dedos, vestindo uma roupa de carnaval veneziano escura com detalhes em arco-íris, ele usa uma máscara teatral escura com um sorriso similar à lua e segura um pincel pingando tinta.

isso aqui é de um mundo meu chamado Dhegom (talvez eu fale mais sobre ele). esse desenho é um mural religioso de uma fé chamada Julianismo. obs: eu tenho a intenção de fazer uma série de desenhos sobre as religiões desse mundo, e além disso vou lançar um desenho do fundador dessa religião, Juliano Magno, aqui no meu site em breve. tá ficando bem legal ;3

pra resumir o sistema de magia desse mundo, existem duas forças sobrenaturais externas ao mundo e que agem sobre a realidade (elas emanam do Planeta de Carne, um ser misterioso que aparece no céu às vezes), sendo essas forças dois aspectos do conceito de "mudança": o Desbotamento (uma força gentil e melancólica de aniquilação, morte e finais) e o Mosaico (uma força caótica e violenta de transformação, multiplicidade e reestruturação). nesse mundo existe "revelação divina" (apesar de quase sempre dar respostas incoerentes entre si) e diversos seres mágicos, alguns dos quais eram originalmente humanos.

o Julianismo crê que o Perdido (o Desbotamento) e o Pintor (o Mosaico) são dois deuses e ao mesmo tempo dois aspectos de um único deus, o Executor (o Planeta de Carne), que foi mandado pelos outros deuses para destruir o mundo quando eles abandonaram a humanidade após julgá-la pecaminosa demais. agora, tudo que sobra para humanos é rezar para o Perdido por uma aniquilação gentil de suas almas. sendo assim, o Perdido é o deus mais louvado pela religião, com o Pintor sendo visto como um deus perigoso e caprichoso, que deve ser temido, mas não adorado.