Juliano Magno, o rei sem máscara, profeta do Desaparecido

desenho de um homem sentado em um trono de pedra ornamentado como o Sol. ele se veste com um manto similar ao de um rei, uma mitra com um 'X' de ossos e um colar de coral, tudo com cores que variam de branco e bege ao marrom. ele tem pele negra, dread, barba, íris do olho roxa, e uma cicatriz de queimadura que cobre quase todo o lado esquerdo do seu rosto. atrás dele há pilares de pedra, e no fundo se vê o céu azul claro e um pouco de vegetação seca. ele parece levemente agitado e olha para a distância.
desenho de um homem sentado em um trono de pedra ornamentado como o Sol. ele se veste com um manto similar ao de um rei, uma mitra com um 'X' de ossos e um colar de coral, tudo com cores que variam de branco e bege ao marrom. ele tem pele negra, dread, barba, e uma cicatriz de queimadura que cobre quase todo o lado esquerdo do seu rosto. atrás dele há pilares de pedra, e no fundo se vê o céu azul claro e um pouco de vegetação seca. ele segura uma espada feita de espaço negativo em frente ao seu rosto, o que revela uma esfera de carne com um olho de íris roxa atrás dele.

eu enrolei muito pra terminar esse desenho mas aqui está!

Juliano Magno é um personagem e figura histórica em um projeto que eu estive escrevendo chamado Dhegom. ele era um general respeitado, considerado duro e até mesmo niilista, na então poderosa cidade-estado de Poço das Conchas, numa parte do Mar Seco habitada por um povo conhecido como o povo mascarado da madeira, ou simplesmente "madeirense". um dia ele teve uma visão divina ao ter o seu rosto queimado por ver dois anjos ao nascer do sol do dia do solstício de verão do ano 29 414 (no calendário do Apocalipse. alternativamente, ano 891 do calendário Revolucionário)

nessa visão, Juliano viu que o mundo costumava ser abençoado por vários deuses que criaram o universo e travavam guerras entre si (similarmente à crença da Heterodoxia da Guerra Eterna, a religião até então dominante no Mar Seco e no Iridescente), mas os pecados coletivos da humanidade levaram os deuses a uma trégua temporária para sentenciar ela à morte e abandonar o mundo, levando sua guerra para um lugar distante. em sua misericórdia, os deuses deram ao mundo uma morte lenta e gentil, e o que sobrou para a humanidade seria se arrepender de seus pecados e rezar pela aniquilação mais misericordiosa possível das suas almas pelo deus Desaparecido no dia do Juízo Final.

Juliano então passou a pregar a sua doutrina nas ruas e quarteis até chamar atenção da Rainha das Pérolas, como era conhecida a rainha Mariana de Poço das Conchas, que viu nessa crescente religião uma oportunidade de se livrar da descentralização pregada pela Heterodoxia Final (a forma de Heterodoxia mantida pelo clero em Poço das Conchas) e unificar politicamente o Mar Seco. ela secretamente ajudou a difundir sua doutrina pela população e, alguns anos depois, expulsou o clero, apontou ele como chefe do exército e como seu maior conselheiro e juntos eles conquistaram e converteram a maioria do território do povo madeirense.

após a morte da Rainha das Pérolas no ano do Apocalipse 29 441, Juliano Magno foi coroado rei, sendo o primeiro rei de Poço das Conchas a se recusar a usar máscaras sagradas reais em cerimônias (uma tradição da Heterodoxia). ele continuou, apesar de que muito mais lentamente, a conquista do Mar Seco rumo às terras dos mascarados do papel. o seu reinado foi marcado pela reestruturação do exército de Poço das Conchas no que viria a ser chamado de Igreja Niilista do Julgamento Divino, a primeira igreja julianista. em um dia, em 29 450, durante uma grande batalha, múltiplas testemunhas afirmaram ter visto Juliano Magno de repente parar, para então próprio céu ter se distorcido em torno dele até ele desaparecer. ele então foi declarado pela Igreja como tendo seu corpo e alma piedosamente apagados do mundo pelo Desaparecido. entretando, ande pelas ruas e você ainda ouvirá pessoas sussurrando sobre como Juliano Magno um dia irá voltar para liderar seus seguidores em uma batalha final contra os espíritos malignos...

como uma última nota, eu deveria adicionar que eu acho que talvez eu me inspirei inconscientemente na letra de Curicó pra escrever essa história. eu por algum motivo sempre associei muito esses personagens a essa música mas nunca prestei tanta atenção na letra, daí quando finalmente fui atrás, os nomes "Julia" e "mi perlina" me soaram familiares kkkkk

ah e eu quase esqueci de mencionar que o olho de íris roxa é um indicador de proximidade de alguém com algum apocalipse(no caso dele, o Desbotamento), sendo igual ao olho de íris roxa do Planeta de Carne

update: meu deus eu quase esqueci de avisar que isso é traçado por cima de outro desenho, eu não sei como eu esqueci disso por quase um mês sendo que eu tinha anotado em todo canto que era pra eu dizer isso

update 2: a falta de detalhe no fundo dessa img sempre me incomodou ent aqui estou eu 1 ano depois, corrigindo kkkk